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Estimativas

Aneurisma da aorta
Os aneurismas da aorta abdominal são os aneurismas mais frequentemente encontrados na prática clínica. São de 3 a 7 vezes mais frequentes na aorta abdominal do que na aorta torácica. Afetam mais homens do que mulheres numa proporção de 4:1. Sua ocorrência é maior nos homens brancos e menos frequentes nos de raça negra. Nos asiáticos, a frequência é equivalente aos de raça branca.

Os aneurismas de aorta começam a aparecer próximo aos 50 anos, sendo muito pouco frequentes abaixo dos 55 anos e atingindo sua maior incidência em torno dos 80 anos. Nas mulheres os aneurismas começam a aparecer em idade mais avançada, acima dos 60 anos.

A prevalência é de cerca de 5% dos homens e 1% das mulheres acima de 55 anos.
Os principais fatores de risco são: idade, predisposição familiar, tabagismo, hipertensão arterial.


Estenose de carótidas (Doença cérebro-vascular extracraniana)
A estenose (estreitamento) da carótida é uma causa importante de acidente vascular cerebral. A prevalência da doença cerebrovascular extracraniana depende da população estudada. Numa população de 25 a 84 anos a estenose de carótidas é estimada em cerca de 3,8% dos homens e 2,7% das mulheres, de maneira geral, sendo que nos pacientes mais idosos chega a 8%. A proporção é de 1,7:1 homem para mulher. A prevalência aumenta com idade, aumento dos níveis de colesterol, hipertensão arterial, diabetes e tabagismo.


Linfedemas
Primários: O linfedema congênito ocorre em 1 a cada 6.000 nascimentos. Já os linfedemas precoces (pessoas jovens) estão presentes em cerca de 1,8% dos homens e 12,4% das mulheres.

Secundários: 20% das mulheres operadas por câncer de mama desenvolvem linfedema secundário do membro superior, sendo fatores de risco a obesidade, radioterapia, disfunção articular do ombro e infecções. Vinte por cento da população do planeta vive em áreas endêmicas de filariose linfática, portanto, sob risco de desenvolvimento da doença.

Somando-se todas as causas, cerca de 15% da população mundial possui distúrbios linfáticos.


Obstrução arterial crônica de membros (Trombose arterial)
A aterosclerose é a causa principal da obstrução arterial crônica dos membros inferiores. Desta forma, são fatores de risco: idade avançada, tabagismo, diabetes melitus, hipertensão arterial, obesidade, hipercolesterolemia.

A prevalência geral é de cerca de 4% da população, aumentando proporcionalmente com a idade, variando de 0,9% abaixo dos 50 anos a até 14,5% acima de 70 anos. A proporção é levemente superior em homens em relação às mulheres.


Pé Diabético
Complicações decorrentes de pé diabético aumentam constantemente, proporcionalmente ao aumento da prevalência de diabetes na população geral.

Amputação: Pacientes com diabetes tem chance de 15 a 30 vezes maior de sofrer uma amputação do membro inferior quando comparados a pacientes não diabéticos. Oitenta por cento das amputações não traumáticas (não decorrentes de traumatismos) ocorrem em pacientes diabéticos. A incidência de amputação é de cerca de 50 a 90 para cada 10.000 pacientes com diabetes por ano.

Úlceras (feridas): 25% dos pacientes com diabetes vão sofrer de úlceras de membro inferior em algum momento da sua vida. Cinquenta por cento das úlceras se tornam infectadas e 20% evoluem para amputação do membro.


Trauma vascular
A incidência é de cerca de 20 para cada 100.000 habitantes.

Noventa por cento dos traumatismos vasculares são decorrentes de ferimentos penetrantes (arma branca, arma de fogo, vidro etc). Nos centros urbanos vem aumentando as lesões por traumas fechados, principalmente acidentes automobilísticos. Cerca de 60% das lesões são nos membros, 20% no abdome, 10% no tórax e 10% no pescoço. A grande maioria dos pacientes traumatizados é formada por homens jovens.


Trombose Venosa Profunda
A estimativa aponta, de maneira geral, 60 casos de TVP para cada 100.000 habitantes ao ano.

Proporção entre homem e mulher é semelhante. Alguns estudos mostram razão de 1,2:1 homem para mulher e outros exatamente o inverso. Desta forma aparentemente não há predileção por sexo.

Idade: A TVP é mais comum após os 40 anos de idade, havendo aumento exponencial com a idade; assim entre 25 e 35 anos a incidência de TEV é de cerca de 30 casos/100.000 pessoas ao ano. Entre 70 a 79 anos essa incidência chega a 300-500 casos/100.000 pessoas ao ano. Da mesma forma a prevalência de embolia pulmonar, uma complicação da TVP, aumenta com a idade.

Perfil: A TVP tem maior probabilidade de ocorrer em pessoas com fatores de risco, que são: idade, trombofilias (doenças do sangue que predispõem à trombose), cirurgias, traumatismos, gravidez e puerpério, imobilidade ou paralisia, TVP prévia, câncer, reposição hormonal, AVC prévio, infeções graves, quimioterapia, obesidade, infarto do miocárdio).

Desta forma é mais comum em idosos. Uma das hipóteses levantadas é que, com a idade, a diminuição da resistência da parede venosa poderia propiciar dilatação da veia e consequentemente diminuição da velocidade do fluxo sanguíneo, facilitando o desenvolvimento da trombose.


Varizes
Estudos mostram uma prevalência média de 38% na população geral brasileira, sendo encontrada em 30% dos homens e 45% das mulheres, levando em consideração todas as faixas etárias. Quanto mais idoso maior a prevalência sendo que 70% das pessoas acima dos 70 anos podem ter varizes. Os maiores fatores de risco são predisposição familiar, sexo feminino (proporção de até 2,3 para 1 homem), idade (quanto mais idoso maior a prevalência), obesidade, número de gestações.

 

SBACV lança Diretrizes durante Congresso em SP

A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) lançou, na última semana, durante o Congresso Brasileiro de Angiologia e de Cirurgia Vascular duas de suas 22 Diretrizes.
São elas "Terapia de Compressão Elástica dos Membros Inferiores" e " Tratamento Cirúrgico das Varizes dos Membros Inferiores". O assunto ganhou a imprensa e foi assunto em 13 veículos.
Para seu conhecimento, seguem alguns links abaixo:

Revista CBN – entrevista com Dr. Marcondes Figueiredo sobre a diretriz da SBACV sobre compressão elástica
http://cbn.globoradio.globo.com/programas/revista-cbn/2011/10/16/SAUDE-SOCIEDADE-MEDICA-LANCA-DIRETRIZES-PARA-TRATAMENTO-DE-VARIZES.htm

O Estado de S. Paulo Online – Normas orientam sobre varizes
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,normas-orientam-sobre-varizes,784419,0.htm

Veja Online - Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular lança novas diretrizes sobre tratamento de varizes
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/sociedade-brasileira-de-angiologia-e-cirurgia-vascular-lanca-novas-diretrizes-sobre-tratamento-de-varizes

O Globo Online – Tratamento a laser e radiofrequência eliminam varizes
http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2011/10/10/tratamento-laser-radiofrequencia-eliminam-varizes-925550746.asp


O Globo Online – Meias elásticas podem se tornar acessório obrigatório para alguns profissionais
http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2011/10/10/meias-elasticas-podem-se-tornar-acessorio-obrigatorio-para-alguns-profissionais-925550700.asp

Leia mais:SBACV lança Diretrizes durante Congresso em SP
 

Entrevista sobre Trombose - GloboNews - Edição das Dez

SBACV fala à GloboNews sobre trombose
Presidente da entidade, alerta sobre doença

09/11/2010 - O presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, concedeu uma entrevista à Globonews no dia 26 de outubro sobre a trombose e seus problemas correlatos, como a embolia pulmonar. A entrevista ao vivo durou cerca de 12 minutos.

Leia mais:Entrevista sobre Trombose - GloboNews - Edição das Dez
 

SBACV participa do Mutirão do Diabético dia 12/11 em Itabuna

Cirurgiões vasculares farão exame dos pés dos diabéticos e darão orientações quando à doença que pode mutilar

No sábado, dia 12, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) participa da 7ª edição do Mutirão do Diabético, em Itabuna, cidade a 426 km da capital Salvador (BA). Os médicos da entidade farão exames nos pés de diabéticos para verificar feridas não cicatrizadas e a sensibilidade. O evento acontece no Hospital de Olhos Beira Rio e na praça Rio Cachoeira, de 8h as 17h horas. A expectativa é de que 5 mil pessoas passem pelos locais, segundo estimativa de um dos coordenadores do mutirão o oftalmologista Rafael Andrade.

“Nosso objetivo é divulgar e conscientizar a população sobre a importância da prevenção das complicações do diabetes. Doenças da retina (retinopatia), do rim (nefropatia) e a doença neurovascular (pé diabético) necessitam cuidados precoces”, explica um dos coordenadores do evento e também secretário geral da SBACV, o cirurgião vascular Marcelo Araújo.

Serão oferecidos exame do pé com orientações típicas a este paciente por cirurgiões vasculares, exame de fundo do olho com realização de laser já no atendimento inicial para os casos indicados com oftalmologistas e controle metabólico com endocrinologistas. Durante o Mutirão acontece também a Feira da Saúde que oferecerá ao diabético diversos serviços: podólogo, testes de glicemia, avaliação da hipertensão arterial, orientação à gestante, oficina de cuidados com os pés, cadastro na associação dos diabéticos, saúde bucal, atendimento do obeso diabético, oficina de culinária e atividade física orientada.

Com sete anos de atividade, os médicos já começam a notar a procura por ajuda mais precocemente nos serviços de saúde. Só no ano de 2010 foram 10 mil atendimentos gratuitos. “A cidade hoje é reconhecida como uma das mais importantes na prevenção e cuidados ao diabetes mellitus. É o maior mutirão do interior do Brasil”, afirma Araújo.

Segundo o presidente da SBACV, Guilherme Pitta, o pé diabético é uma doença que pode afetar nervos e a circulação sanguínea das pernas. A lesão dos nervos pode causar formigamentos, agulhadas, queimação e até insensibilidade dos pés. As lesões podem piorar e se infectar, o que pode levar a amputação de pés e pernas. “Os pés de diabéticos precisam ser examinados diariamente, pois podem ser machucados sem que se perceba e a dificuldade de cicatrização pode levar a uma infecção irreversível”, diz Pitta.

Entenda o pé diabético:
Principais sintomas
São dores nas pernas, principalmente com exercícios; feridas que não curam; pés inchados, azulados e ressecados; dormência nos pés e insensibilidade, o que pode levar a pessoa a não perceber uma ferida.

Cuidados
- É preciso examinar diariamente os pés e ter cuidados com bolhas, rachaduras e ressecamentos.
- Evite colocar os pés de molho, pois eles poderão rachar ou ressecar.
- Nunca ande descalço, mesmo em casa
- Não tente remover calos ou verrugas com curiosos e pedicures sem treinamento.
- Use diariamente uma loção ou creme hidratante nos pés. Retire o excesso e não use cremes entre os dedos.

Diagnóstico
Peça para seu médico examinar seus pés em todas as consultas.

Consequência do problema
A diabetes pode levar a amputação dos pés ou pernas.

12 mandamentos do pé diabético:
- Não fazer compressas nos pés, nem quente, nem fria, nem gelada;
- usar meias sem costuras ou assim com as costuras para fora
- Não remover as cutículas das unhas dos pés
- Não usar sandálias com tiras entre os dedos
- Cortas as unhas retas e os cantos ajeitar com serra de unha
- Hidratar bem os pés
- Nunca andar descalço
- Olhar sempre as planta dos pés e tratar logo qualquer arranhão ou ferimento.
- Não usar sapatos apertados ou de bico fino
- Tratar as calosidades com profissionais de saúde
- Olhar o interior dos sapatos antes de usá-los
- Enxugar bem entre os dedos

 

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Vithal Comunicação Integrada
Aline Thomaz
Assessora de Imprensa especializada em saúde e beleza
Tel:(21)9846-1967
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Programa Mais Você aborda varizes com assistência da SBACV

O programa Mais Você (TV Globo), do dia 21 de setembro, abordou um tema de bastante relevância na Angiologia: as varizes. Com a orientação médica da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, a produção do programa elaborou todo o questionamento em torno do tema, que atinge 1 mulher para cada 3 homens.

O diretor científico da SBACV no Rio Dr. Ivanésio Merlo concedeu uma entrevista em que destacou as formas de tratamento para as varizes: cirurgia e escleroterapia. O quadro SOS Saúde teve 28 minutos de duração.

Acompanhe como foi o programa abaixo:

 

 

SBACV lança normas para tratamentos de doenças vasculares

Entidade apresenta no dia 11/10 Diretrizes sobre o uso da meia elástica compressiva e sobre a indicação cirúrgica de varizes no 39º Congresso Brasileiro de Angiologia e de Cirurgia Vascular
04/10/2011 - Qual o melhor tipo de meia elástica para suavizar o cansaço nas pernas devido às varizes? Qual o melhor tratamento cirúrgico de varizes? Essas são algumas das questões respondidas pelas duas Diretrizes que a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) lança nesta terça-feira, dia 11 de outubro, durante o 39º Congresso Brasileiro de Angiologia e de Cirurgia Vascular, em São Paulo. O objetivo dos trabalhos é uniformizar as condutas médicas, baseando-as em estudos científicos de boa qualidade, o que vai unificar as práticas em saúde e garantir um melhor respaldo ao médico e uma maior segurança ao paciente. Foram dois anos de estudo com o auxílio de 142 especialistas.

“As diretrizes de utilização – definidas a partir das melhores pesquisas científicas disponíveis, acerca da eficácia e efetividade de intervenções – contribuem para a melhoria da qualidade da assistência e são um poderoso instrumento para a gestão e a regulação dos sistemas de saúde, visto que possuem grande potencial de uniformização das práticas em saúde; simplificação dos procedimentos de auditoria médica; fornecimento de parâmetros clínicos para o tratamento, reabilitação e diagnóstico das principais patologias que acometem os beneficiários e redução da ocorrência de eventos adversos, garantindo, assim, a segurança do paciente”, explica o coordenador nacional das Diretrizes na SBACV, o cirurgião vascular Aldemar Castro.

A diretriz de “Terapia de compressão elástica dos membros inferiores”, já aprovada na Associação Médica Brasileira (AMB), confirma o benefício do uso da meias compressivas no tratamento das varizes e institui as regras de como prescrevê-las com segurança. “Três questões são fundamentais na hora de se prescrever a meia elástica. É preciso saber qual a compressão exata de que o paciente necessita, ela varia de 10 mmHg a 60 mmHg, qual o melhor modelo (3/4, 7/8, meia tipo calça) e qual o tamanho da perna (P, M ou G)”, explica o cirurgião vascular e coordenador desta diretriz, Marcondes Figueiredo.

De acordo com Figueiredo, o uso da meia elástica é importante para evitar dores no fim do dia, mas a técnica não evita o aparecimento das varizes. “A meia simplesmente diminui a dor e o edema (inchaço) daquelas pessoas que têm insuficiência venosa ou linfática. A pessoa não terá menos varizes se usar a meia, mas sim ganhará qualidade de vida, pois não sentirá tanta dor ao final do dia”, explica. O médico alerta que comprar uma meia sem saber exatamente qual é a melhor no seu caso pode trazer problemas. “O que acontece muito e é errado, é pegar uma meia emprestada para usar. Cada pessoa terá a prescrição para uso de uma meia em específico. O que pode acontecer é você não se adaptar à meia da outra pessoa e achar que a meia é ruim de se usar”.
A meia elástica compressiva ajuda no retorno do sangue ao coração. É altamente indicada para pessoas que têm varizes e ao final do dia ficam com dor e inchaço nas pernas. Em viagens longas é fundamental para proporcionar alívio.

Já a Diretriz “Tratamento Cirúrgico das Varizes dos Membros Inferiores”, em revisão na AMB, discorre sobre os tipos de procedimento: conservador, cirúrgico e endovascular. Os médicos fazem uma comparação da qualidade de vida do paciente após os diversos tipos de tratamento: medicamentoso, cirurgia aberta, radiofrequência endovascular, laser e escleroterapia com espuma. A conclusão quando comparada a cirurgia aberta com os tratamentos mais recentes – como a radiofrequência endovascular, o laser e a escleroterapia com espuma – foi que os menos invasivos proporcionam um retorno às atividades habituais mais cedo, no entanto, ainda não há estudos comparativos sobre a qualidade de vida a longo prazo (após 3 a 5 anos do procedimento).
Outras quatro Diretrizes, em andamento, também serão debatidas pelos médicos no Congresso: Escleroterapia, Pé Diabético, Aneurisma de Aorta Abdominal e Carótidas. O texto completo das Diretrizes pode ser acessado em www.sbav.com. “A atualização contínua é um ponto chave das diretrizes. Por isso, a versão eletrônica é mais ágil para apresentar as mudanças. As duas diretrizes lançadas serão atualizadas e aprimoradas constantemente”, diz o coordenador nacional das Diretrizes na SBACV, Aldemar Castro. Além das duas lançadas, ainda estão em andamento outras 20 diretrizes.

SERVIÇO
Data: 11/10/2011
Horário: 11 horas
Local: Grande Auditório do Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1.209, Anhembi Parque – Santana)

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Angiologistas e cirurgiões vasculares vão parar no dia 07 de abril

 

Paralisação no Dia Mundial da Saúde é na saúde suplementar. Objetivo é exigir valorização do médico, reajuste de honorários e defender os pacientes

 

05/04/2011 – Os cerca de 3 mil médicos filiados à Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) vão parar o atendimento na rede privada no dia 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, para reivindicar a adoção da tabela da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) com reajuste anual.

A entidade, que já tinha decidido parar o atendimento nos planos de saúde no dia 27 de abril, decidiu antecipar sua ação para aderir ao movimento do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira (AMB), da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e de todas as outras sociedades de especialidade que puxaram um movimento único para o dia 7 de abril.

Com a união de todas as especialidades, a expectativa é de que 160 mil médicos parem seus serviços na saúde suplementar no dia 7 de abril. Mas os 45 milhões de usuários não serão prejudicados, pois os serviços de urgência e emergência serão mantidos. Em carta aberta escrita à população pelo CFM, AMB e Fenam, as entidades ressaltam que nos últimos dez anos, os reajustes dos honorários médicos foram irrisórios, enquanto os planos aumentaram suas mensalidades acima da inflação. O texto diz: “O objetivo é protestar contra a forma desrespeitosa com que os médicos e os pacientes são tratados pelas empresas que atuam no setor“.

Entre as ações já definidas pelo CFM, AMB e Fenam, está uma passeata em direção à Praça da Sé, em São Paulo, onde os médicos esclarecerão os motivos da paralisação.

 

A ação da SBACV

A SBACV distribuiu bottons e blusas pretas aos seus associados com os dizeres “24h de greve. Pare no dia 7 de abril e diga sim a CBHPM 2010”. A intenção é que os médicos usem a roupa em atos que acontecerão em todos os estados. A mesma logomarca foi divulgada por twitter e facebook entre os associados para todos mudarem a imagem de seus perfis por esta.

A greve nacional de 24 horas da SBACV também é em defesa do paciente, para garantir que o uso de órteses, próteses e materiais endovasculares para cirurgias seja autorizado pelos convênios sem imbróglios. Hoje em dia, os pacientes particulares podem ficar meses aguardando a autorização dos planos para uso, por exemplo, de um stent. Muitas vezes, o paciente só consegue realizar o procedimento por meio de uma liminar judicial.

Para o presidente da SBACV, Guilherme Pitta, a situação é insustentável. “Nos últimos 10 anos tivemos um aumento para os usuários em torno de 150% e os honorários em torno de apenas 50%. O preço da consulta varia de R$ 32 a 50 tornando inviável este valor para pagamento de impostos e custos operacionais dos consultórios, sendo o lucro líquido em torno de R$ 10 a 15. Este é o valor real da consulta”. Para ele, os procedimentos hospitalares também estão defasados. Uma cirurgia de varizes custa em torno de R$ 600 para o cirurgião, com valor de R$ 180 para o primeiro cirurgião auxiliar e R$ 120 para o segundo auxiliar. “Além da responsabilidade da vida do paciente, do resultado cirúrgico, teremos que fazer o pré-operatório e pós-operatório, curativos e complicações se ocorrer”, afirma.

Ao longo de 2010, os cirurgiões vasculares de cada estado já haviam se reunido em Fóruns para discutir a melhoria dos honorários e foi iniciada a Campanha Nacional de Defesa Profissional, em dezembro. Os presidentes das regionais da SBACV tentaram por dois meses reuniões com os responsáveis pelos planos de saúde em seus estados sem sucesso.

A SBACV decidiu ainda encaminhar à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) uma solicitação de inserção de valores e reajuste anual na tabela do TUSS (Terminologia Unificada em Saúde Suplementar), que têm os códigos obrigatórios aos convênios. Os médicos querem que os planos adotem a CBHPM plena que, de acordo com o CFM, representa o valor mínimo de remuneração médica.

Em paralelo, os representantes em cada estado da SBACV vão aos respectivos Conselhos Regionais solicitar a edição de uma resolução como a do CRM de Brasília (nº 317/10) que garantiu aos médicos a implantação da CBHPM com banda positiva e negociações agora tratadas entre os planos e as entidades médicas representativas. O texto também afirma que o valor do honorário será o mesmo independente da acomodação do paciente (quarto ou enfermaria).

 

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